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PIONEIRO E COM DUPLA CERTIFICAÇÃO, IFSUL OFERECE CURSOS BINACIONAIS EM SISTEMA DE INTERCÂMBIO COM URUGUAI

Uma das grandes inovações do ensino técnico no Brasil é a formação técnica com dupla certificação em cursos binacionais que exclusivamente são oferecidos pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) no campus Santana do Livramento, onde desde 2011, a Fronteira da Paz – como é chamada a região, tem integrado estudantes brasileiros e uruguaios no aprendizado em salas de aula.

Ingressas pelo vestibular do IFSul, duas turmas de 40 estudantes  concluíram a formação no fim do ano passado com o curso técnico binacional em Informática para Internet, oferecido no município gaúcho de Santana do Livramento. Na cidade uruguaia de Rivera, no Rio Grande do Sul, o curso técnico em Controle Ambiental, sob a coordenação da Universidade do Trabalho do Uruguai (UTU) contou em sua formação com 30 estudantes.

Nos dois casos, as vagas foram reservadas para estudantes brasileiros, e os outros 50% para uruguaios. Dados da IFSul apontam que a modalidade binacional atrai entre quatro e cinco candidatos por vaga, dobrando a procura para turnos diurno e noturno.

Segundo o diretor geral do campus Santana do Livramento, Professor e Doutor Paulo Henrique Asconavieta, os cursos binacionais também oferecem apoio pela permanência dos estudantes mais carentes. “Somos o campus pioneiro da rede federal, o primeiro a ofertar todos os cursos binacionais. Os estudantes são basicamente fronteiriços e moradores das duas cidades onde estão os campus, os mais distantes e carentes podem solicitar apoio financeiro da assistência estudantil”, comenta.

A uruguaia Keli Támara, 19, mora em Riveira desde que nasceu, e como estudante do IFSul, conta que sempre desejou trabalhar no Brasil. “Isso é  uma porta de entrada para o mercado de trabalho brasileiro”, conta a jovem que já fez estágio na área e já está habilitada para trabalhar em qualquer um dos dois países.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação na época, Eliezer Pacheco, afirmou que um mundo globalizado não se dá somente pelos mercados, mas também pela integração cultural e educacional. “Conhecimento não tem fronteira. Com este projeto damos mais um passo para consolidar a integração latino-americana”, disse.

A meta da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação é ter parceria, até 2014, com todos os países que fazem fronteira com o Brasil, destacando o trabalho pedagógico dos institutos federais que buscam gerar conhecimento e desenvolver pesquisas em benefício das comunidades onde estão localizados. Atualmente, a rede federal possui 38 institutos presentes em todos estados, considerados referências nessa modalidade de ensino com qualificação para os diversos setores da economia brasileira.

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