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GREVE DA EDUCAÇÃO: PROFESSORES E ESTUDANTES MOBILIZAM O BRASIL

Professores de todo o país reivindicam, desde a última sexta-feira (22), melhores condições de trabalho, reajuste salarial – tendo em vista a defasagem e desvalorização do profissional da educação no Brasil-, formação dos docentes, o cumprimento da Lei do Piso Nacional dos Professores da Rede Pública e a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que direciona as políticas para a área nos próximos dez anos, a destinação de 100% dos royalties do Pré-sal para o setor e a definição de diretrizes nacionais de carreira para os profissionais da educação básica.

A luta continua em alguns estados, segundo balanço divulgado pela CNTE, a adesão foi feita em 22 estados. Mato Grosso, São Paulo e Maranhão continuam em greve; em São Paulo, haverá manifestações na tarde desta sexta (26), na região da Avenida Paulista.

GreveSP

ESTUDANTES DE TODO O BRASIL PARTICIPAM DAS MOBILIZAÇÕES
Em diversos estados brasileiros, as ruas tem sido ocupadas com os principais atores da educação do país: os estudantes e os profissionais da educação. Eles tem ido às ruas na busca de sensibilizar seus governos entorno das pautas que determinam o comprometimento dos estados com a educação oferecida em cada um dele.

  •  BAHIA

No estado baiano, trabalhadores em educação da rede estadual e municipal se reuniram na Praça da Piedade na última quarta-feira (24/04) em sinal ao segundo dia de paralisação nacional. Com intensa agenda de atividades, os principais pronunciamentos das manifestações locais denunciaram as péssimas condições físicas das escolas, a falta de professores e coordenadores pedagógicos, a falta de merenda e o descaso da gestão municipal com o setor.

O presidente da Associação Baiana dos Estudantes (ABES), Wesley Machado, aponta que a série de manifestações tem provado que é impossível separar o professor do estudante nessa luta. “O movimento estudantil sempre esteve presente no debate da educação, o resultado é o acúmulo de ideias e novas perspectivas para o nosso estado, com esses personagens andando lado a lado”, disse. “Ontem (25), estivemos em frente a prefeitura de Salvador junto com os professores contra a implantação do programa pedagógico de cunho racista e homofóbico nas escolas baianas, chamado Alfa e Beto; teremos também uma reunião no próximo dia 29/04 no Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado da Bahia (APLB) que completa 61 anos de fundação”, relatou.

  • CEARÁ

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Uma grande manifestação a favor de mais recursos para a educação, com a bandeira de destinar ao setor 10% do PIB, 50% do Fundo Social do Pré-sal e 100% dos royalties do petróleo, reuniu milhares de pessoas no Centro de Fortaleza, na tarde desta quinta-feira (25/4), Dia Nacional de Mobilização pela Educação.

Estudantes, professores, líderes estudantis, dirigentes de associações e sindicalistas de diversas categorias participaram da grande passeata, mobilizada pelo Sindicato Apeoc e por entidades como a UBES, UNE e a União Estudantil de Fortaleza (UNEFORT), entre outras.

Presente no ato que contou com o apoio da população e que concretizado na forma de contribuições ao abaixo-assinado por 100% dos royalties do petróleo para a educação, o diretor de Cultura da UBES e também presidente da UNEFORT, Francisco Morais destacou que a paralisação em conjunto deu voz a luta pelo acesso à universidade. “Estamos querendo dizimar este método chamado aprovação automática  que faz com que o estudante passe de ano sem saber português e matemática, dificultando a entrada dele na universidade”.

  • RIO DE JANEIRO

Em assembléia no último dia 16, centenas de profissionais realizaram uma greve de advertência por 72 horas e protestos em frente a Secretaria de Educação do estado. Entre as principais reivindicações da categoria está o fim da remoção dos funcionários administrativos de suas escolas de origem; a regularização do cargo de animadores culturais; fim da terceirização; contra o fechamento das escolas noturnas, melhores condições de trabalho, entre outras medidas.

Segundo Bárbara Melo, presidente da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (AMES), os estudantes estão participando das reuniões e debates das pautas, tendo como uma importante bandeira entre estudantes e profissionais, a rejeição ao Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro (SAERJ). “A paralisação coincidiu com o dia da prova, uma forma organizada de boicotar e mostrar que essa não é a maneira de se colocar as nossas escolas no ranking de qualidade”, defende.

O mesmo diz a coordenadora-geral do Sindicato Estadual de Professores de Educação do Rio de Janeiro (SEPE-RJ), Marta Moraes sobre o método avaliativo que não levariam em conta as especificidades de cada escola. “Um aluno com carência de professor de Português é avaliado no Saerj da mesma forma que um aluno que teve aulas de Português o ano todo. Desse jeito os dados ficam deturpados”, diz.

Uma caravana organizada também levou os profissionais de educação do Rio de Janeiro para grande Marcha contra o Acordo Coletivo Especial (ACE), realizada em Brasília no último dia 24 de abril. Organizado por centrais sindicais, entidades do movimento civil e estudantis, destinada a denunciar o projeto de mudanças na legislação trabalhista proposto pelo governo federal e que ameaça direitos constituídos dos trabalhadores no Brasil. Nova assembleia já está marcada para o próximo dia 22 de maio.

  • RIO GRANDE DO SUL

RS

Este é um dos estados que não cumpre o piso salarial, o que levou milhares a ocuparem as ruas de Porto Alegre no último dia (23) em passeata pelas ruas centrais. Os professores da rede estadual protestaram em frente ao Palácio Piratini, pelo pagamento do piso e por melhorias na estrutura das escolas.

No Rio Grande do Sul, o percentual de escolas que aderiram à greve chegou a 80%, segundo o CPERS/Sindicato. A diretora da UBES no estado, Ana Caroline, afirma que existe um decreto do governo que promete cumprir a lei até o final do ano, porém, o que pode ser garantido “é apenas as bonificações”.

“Os professores colocaram na pauta também àquelas que também são nossas bandeiras! A falta de quadras esportivas e bibliotecas nas nossas escolas, a falta de estrutura física e o desemprego que muitos professores se encontram, é o que fomentou a paralisação no estado”, comenta ao reafirmar que os estudantes e grêmios estudantis também se lançaram na mobilização.

  • SÃO PAULO

Um dos estados que permanecem em greve, São Paulo tem demonstrado que a pauta da educação e a valorização de seus profissionais é bandeira única erguida por professores e estudantes. Prova disso são os atos e manifestações que esses atores sociais tem protagonizando pela cidade.

A presidente da União Paulista dos Estudantes (UPES), Nicoly Mendes, conta que os secundaristas estão empenhados e conscientes do importante momento. “A UPES e os estudantes estão juntos nessa luta que também é nossa. Estamos em um dos estados mais ricos, porém também estamos em um dos estados mais conservadores. Realizamos um grande ato em Jundiaí na última semana, paralisamos a Mocam, conquistamos o apoio dos trabalhadores e nessa sexta-feira (26/04) também vamos mobilizar as escolas de Marília. Precisamos lembrar sempre que o inimigo da escola não está lá dentro, por isso vamos sim engrossar a greve ao lado dos nossos professores por educação pública e de qualidade em São Paulo”.

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