UBES

EM MEIO A GREVE E SOB PRESSÃO, BRASÍLIA É PALCO DE MARCHA UNIFICADA

Em marcha unificada que levou quase 10 mil às ruas do “coração político” do país, servidores públicos das universidades federais, estudantes e professores  de diversos estados brasileiros se uniram em ato nessa quarta-feira (18), em Brasília. Com as mais diversas palavras de ordem, o ato pautou o reajuste salarial, reestruturação e valorização da carreira dos docentes e servidores que estão em greve desde o dia 17 de maio.

Partindo da Catedral até o Ministerio do Planejamento, onde os manifestantes deram um abraço simbólico, os grevistas se somaram ao estudantes das escolas, univeridades e insitutos federais de diversos estados também levantaram a bandeira pelos 10% do PIB para Educação, acrescentando a pauta em defesa de mais atenção à assistência estudantil.

“A greve dos professores, servidores e estudantes é resultado da falta de prioridade da educação que se arrasta há décadas. Os profissionais, verdadeiros pilares do ensino, são mal valorizados; escolas e universidades sem estrutura nenhuma para o funcionamento. Esses são problemas antigos  que permanecem no cotidiano da vida acadêmica, e para mudar essa realidade é necessário  vencer a luta pelos 10%, aliado a um novo plano de cargos e carreiras, com reestruturação  das instituições de ensino”, defende a presidente da UBES, Manuela Braga.

TEMPO DE GREVE, TEMPO DE LUTA
A paralisação que completa um mês, já tem a maior adesão registrada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES). Há mais de sessenta dias, 57 das 59 universidades estão paradas, além dos 37 institutos e centros de educação tecnológica. “Estamos em greve, estamos em um movimento grandioso que unifica estudante, servidor e professor na luta por uma nova educação”, afirma Manuela.

Durante a caminhada, que terminou em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, os grevistas pediram uma política salarial permanente,reestruturação da carreira, reposição inflacionária e incorporação de gratificações, além de melhores condições de trabalho e valorização salarial.

“Essa belíssima marcha que realizamos hoje é resultado da indignação dos servidores públicos federais pela falta de compromisso do governo com as políticas sociais, especialmente com a educação e a saúde”, discursou no carro de som principal da Marcha a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira.

O presidente da UNE, Daniel Iliescu, atenta para a necessidade de atender às reivindicações de todo o setor. “Essa é uma greve de todo o funcionalismo público, não só da educação. É uma campanha generalizada de vários trabalhadores. Por isso a UNE reivindica, também, que se abra negociação com os técnico-administrativos, uma categoria fundamental para a universidade brasileira, e demais servidores em greve”.

#OCUPEBRASÍLIA, AGORA COM OS SERVIDORES
O Acampamento da Greve, como está sendo chamado pela categoria, é dividido em tendas no gramado central da Esplanada desde segunda-feira (16/7). Servidores públicos da saúde, educação, entre outras categorias em greve do funcionalismo público, seguem os passos dos estudantes que realizaram acampamento em dezembro de 2011. Segundo a organização do acampamento, o movimento deve seguir instalado no local até sexta-feira (20).

Com informações da UNE

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