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PROUNI 2012: NÚMERO DE INSCRITOS ATINGE RECORD NO PROGRAMA

Encerrado o período de inscrições, às 23h59 de quinta-feira, 19, o Programa Universidade para Todos (ProUni) do Ministério da Educação registrou a inscrição de 1.208.398 candidatos. Eles concorrem a 195.030 bolsas de estudo — 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade — em 1.321 instituições particulares de educação superior de todo o país.

O número de candidatos, o maior já registrado na história do programa, criado em 2004, supera os 1.048.631 do processo de 2011, até então a maior marca. Cada estudante teve o direito de fazer duas opções de cursos. Dessa forma, o número de inscrições chegou a 2.323.546. Confira as unidades da Federação com maior número de inscritos:

ESTADO N° DE INSCRITOS
São Paulo 211.431
Minas Gerais 151.437
Bahia 92.983
Rio Grande do Sul 82.046
Rio de Janeiro 73.534

Após o resultado da primeira chamada, a ser divulgado na página do programa na internet, o candidato pré-selecionado terá prazo até 1º de fevereiro para comparecer à instituição de ensino na qual foi aprovado para confirmar as informações declaradas na inscrição e fazer a matrícula. Depois desse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita a segunda chamada de candidatos, prevista para 7 de fevereiro.

Confira o número de inscritos por unidade da Federação

Do Ministério da Educação

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One thought on “PROUNI 2012: NÚMERO DE INSCRITOS ATINGE RECORD NO PROGRAMA

  1. Lauro Michel diz:

    Sugestão de pauta para o aperfeiçoamento do Prouni. Estou, inclusive, encaminhando estes textos a deputados, senadores e organizações da sociedade civil.

    Sugestão para conter a evasão no PROUNI

    Conforme noticias veiculadas pela imprensa, o MEC pretende conter a evasão de bolsistas PROUNI, que já chegam a 11% do total de bolsas concedidas.
    Envio esta sugestão com o objetivo de sugerir uma medida que pode mudar esta situação. É simples, alterar o período de avaliação do rendimento acadêmico feito pelo PROUNI, que pode acarretar no encerramento da bolsa, de semestral para anual.
    A justificativa é de que alunos egressos de escolas públicas estão com defasagem em conhecimentos propedêuticos essenciais ao acompanhamento da graduação, bem como, da linguagem culta acadêmica e disciplina de estudo superior. Seria necessário um tempo maior para uma aclimatação neste novo cenário na vida do aluno.
    Sou aluno de Direito na PUC-SP, bolsista integral, e posso testemunhar que dos 10 alunos PROUNI no Direito, do período vespertino, 5 perderam a bolsa já no primeiro ano. Tais alunos não tinham dificuldades cognitivas, visto que conseguiram uma bolsa em uma instituição concorridíssima. Suas dificuldades foram as apontadas por mim anteriormente.
    Imagino que se alunos que tiveram altas notas no ENEM e perderam a bolsa, imaginem os demais alunos bolsistas espalhados pelo país. Considere-se também, que o índice de reprovação em algumas disciplinas é normal nos primeiros semestres de uma graduação e que as reprovações dos bolsistas, está na média dos alunos não-bolsistas.
    Com a atual sistema, um estudante no terceiro ano de graduação pode perder a bolsa inapelavelmente, desperdiçando dinheiro público.
    Estou encaminhando este e-mail para deputados federais e senadores com o fito de poder auxiliar na construção de um PROUNI mais funcional.
    Se concordar com a tese, por favor, a defenda entre seus pares.
    Obrigado pela atenção.

    ………………………………………………………….

    Sou aluno de Direito na PUC-SP. Aluno com bolsa 100% do PROUNI. Escrevo este texto a fim de denunciar o mecanismo de encerramento da bolsa como contraproducente à meta do programa em si e às finalidades da educação como garantidora do pleno emprego.
    É um fato que 25% dos alunos do PROUNI (1 em cada 4) perderam a bolsa devido ao rendimento acadêmico.
    . É irrefutável que alunos egressos de escolas públicas não estão acostumados com uma disciplina de estudos autodidata e linguagem específica da cultura do ensino superior, enquanto os egressos do ensino particular são preparados para esta realidade desde há muito.
    Minha proposta é motivada por motivos pedagógicos, alterando o período de avaliação do PROUNI para o ano letivo, ao invés do semestral, permite-se ao aluno adequar-se à nova realidade do ensino superior, com sua linguagem própria e sistema de aprendizado mais autodidata.
    Os alunos que tiveram rendimento inferior, perdendo a bolsa, não são menos capazes que os alunos pagantes, mas têm que se adaptar a uma nova realidade e perspectiva de mundo completamente desconhecida. E, ainda, enfrentam suas dificuldades particulares inerentes à carência econômica. Tais fatores, aliados à pressão da obrigatoriedade do rendimento comprometem a serenidade e concentração, essenciais a um bom desempenho acadêmico.
    Assim, serem avaliados pelo PROUNI no fim do ano letivo aumentariam suas chances de adaptação e bom desempenho.
    Em meu primeiro semestre de curso, conheci uma garota muito esforçada e inteligente, bolsista PROUNI, todavia tinha dificuldades em açambarcar todo o conteúdo do curso. Além do conteúdo, existia a barreira da linguagem, dos conhecimentos históricos, geopolíticos, enfim, todo o conhecimento propedêutico essencial para o acompanhamento daquilo a que realmente se prestava ensinar o curso – Direito. Devido a isto, logo no primeiro semestre ela abandonou o curso. Em meu curso de Direito, existem dez bolsistas em todo o período vespertino, já no primeiro ano três deles perderam a bolsa. Com a média na PUC-SP elevada para 6, a partir deste semestre, acredito que a evasão irá aumentar.
    Alunos de universidades públicas e privadas não estão sob a mesma pressão, após anos investimentos na universidade, prounistas podem perder suas vagas. A situação é desigual para o prounista.. Falta isonomia.
    Quem alegar que “as bolsas são mantidas com dinheiro público, assim, exige-se a contraprestação do bom rendimento para evitar o desperdício do dinheiro público” ,lembre-se que as universidades públicas também são mantidas com dinheiro público, sem exigir esta contraparte de rendimento mínimo para manutenção dos estudos. E, tirar a bolsa de um aluno que já cursou mais da metade da graduação, isto sim é desperdício de dinheiro público.
    No fim, a concordância com esta forma de manutenção da bolsa consagra o tratamento desigual a estudantes universitários – fere-se a isonomia, o bom senso e finalidade da Educação. Mantêm-se a antiga discriminação entre classes sociais: os mais abastados estudam em universidades públicas e privadas, os pobres estudam em privadas como bolsistas, como alunos de segunda classe – tratados assim pelo próprio Governo.
    No pensamento inconfesso de muitos, acredita-se que sejam vagabundos, aproveitadores, saqueadores do tesouro público. O PROUNI consagrou-se à revelia de velhas elites, para apaziguar-lhe os ânimos instalou-se o requisito de rendimento mínimo para manterem-se estudando. Às custas da legalidade, o MEC cedeu à máxima aristotélica – agora dita propriamente- “tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais, na medida de sua dessemelhança”.

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