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UPES: ACAMPAMENTO EM DEFESA DA SEDE HISTÓRICA DOS SECUNDARISTAS PARANAENSES

Luta legítima contra a perda de sua sede, UBES ao lado dos secundaristas paranaenses na defesa de sua história

Secundaristas de Curitiba e de diversas regiões do Paraná, no último dia 8 de janeiro de 2012 levantaram acampamento na sede de sua entidade representativa, a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (UPES). Os estudantes defendem a maior conquista física dos estudantes paranaenses em uma grande jornada de resistência à especulação imobiliária que pretende tomar o patrimônio dos estudantes.

Localizada da Rua Marechal Malett, nº250, no Juvevê, Curitiba; as atividades do acampamento vão de esconde-esconde a grupos de debate com temas como os novos desafios para a gestão da UPES e o Estatuto da Juventude e seus avanços. Diariamente, cerca de 45 pessoas passam pelo local, entre estudantes secundaristas, universitários, autoridades e colaboradores.

Toda a estrutura do acampamento da UPES é garantida através de atividades como Semáforo Solidário que acontece nos arredores da sede. Além de conseguir dinheiro para manter todos os estudantes acampados, também conscientizam os moradores da região

Cerca de 15 estudantes se revezam para pernoitar no acampamento da sede da UPES, no bairro do Ahú, e para cuidar dos trabalhos da organização da entidade e da agenda cultural, desenvolvidos durante o dia. Com água cortada há cerca de um ano, eles contam apenas com o apoio da população do bairro, vizinhos, amigos e com a solidariedade de apoiadores da causa.

PRESIDENTA DA UBES VISITA ACAMPAMENTO 

Na última terça-feira (17), a presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Manuela Braga, visitou o acampamento e esteve à frente da plenária realizada. Ao lado do presidente da UPES, Felipe Barreto, Manuela declarou total apoio à luta dos secundaristas paranaenses.

Além do apoio da UBES, entidade de representação nacional, a UPES recebeu em seu acampamento a visita das professoras Janeslei Albuquerque (Secretária de Formação Político-Sindical) e WalkíriaMazeto (Secretária de Políticas Educacionais), representando a da Associação dos Professores do Paraná (APP Sindicato); a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB); Francisco Donizetti, da União de Negros e Negras pela Igualdade (UNEGRO), e de Rose Hillman, da União Brasileira de Mulheres (UBM), estreitando ainda mais a luta dos estudantes à dos professores, além de abrir ainda mais o diálogo com a Secretaria de Estado de Educação (SEED).

POSSE DA NOVA DIRETORIA  DA UPES TERÁ PLANTAÇÃO DE ARAUCÁRIA

A posse da nova diretoria da UPES, eleita no congresso realizado em novembro do ano passado, acontecerá no dia 25/01 às 18h. Junto com a posse, eles pretendem promover um debate de conjuntura e plantar uma Araucária bem no meio do terreno, como símbolo da fixação da organização estudantil no local. A Araucária é preservada por lei e não poderá ser cortada, em analogia  à luta por sua sede que já é prioridade da nova gestão.

UPES: LUTA EM DEFESA DE SEU PATRIMÔNIO

Em 1970 a gestão da UPES comprou o terreno localizado à Rua Marechal Mallet, nº250 – Juvevê – Curitiba, onde viabilizou a estruturação de uma sede estadual do movimento estudantil no Paraná, em 1972.

Em uma gestão irregular, não reconhecida pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, os diretores da UPES venderam ilegalmente o terreno da entidade por preços absurdamente barato, sem que a legitimidade de todos os fóruns da entidade o aprovasse.

Em 1994 houve a primeira derrubada do prédio da UPES, a gestão da época resistiu e logo construiu outra sede, que em 2009 foi demolida novamente, agora pela incorporadora Curitibana.

Na época, os estudantes das gestões que acompanharam a crise do patrimônio estudantil, culminou na organização de um acampamento durante cerca de 107 dias de muitas lutas, resistência e gritos. Ao final da ocupação, a sede atual foi construída com o apoio da sociedade civil através da campanha: MINHA AJUDA É CONCRETA.

Desde então, a incorporadora mais uma vez vem tentando uma liminar para tomar o terreno dos estudantes; em 2008 quando o processo foi reaberto, o juiz responsável não deu nenhum encaminhamento, por esse motivo, sendo reocupada pelos estudantes.

“Desde 1972 essa sede é a casa do estudante, temos certeza que não será a nossa geração que irá perdê-la, pois onde houver injustiça, haverá a resistência dos estudantes” finaliza Felipe Barreto, presidente da UPES.

DO PORTAL DA UPES e BLOG LADO B

Acesse todas as fotos do acampamento na sede da UPES aqui

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