UBES

ESTUDANTES QUE PARTICIPARAM DE PROTESTOS NO CHILE SÃO PERSEGUIDOS

Estudantes não podem ser matriculados e professores perdem seu empregos por pedir educação pública e de qualidade no Chile

Três mil estudantes foram expulsos de escolas e centenas de professores foram demitidos por participarem de mobilizações contra o atual modelo educacional chileno. A denúncia é do presidente do sindicato de Professores do Chile, Jaime Gajardo, afirmando que em certos municípios acontece uma verdadeira “operação castigo” contra os alunos e docentes que apoiaram o Movimento Social pela Educação Pública e Gratuita.

Paralelamente, Gajardo destacou que além dos cancelamentos de matrículas de alunos que protagonizaram ocupações de seus centros docentes, há uma política de demissões em massa de docentes e outras arbitrariedades quanto ao pagamento salarial, situação que afeta em particular a uns quatro mil professores

No início de janeiro deste ano, em meio as manifestações organizadas, A porta-voz do Liceo Carmela Carvajal, Danae Díaz, denunciou que estudantes secundaristas não tiveram sua matrícula renovada por participarem de manifestações. O prefeito de Providência, Cristián Labbé, da União Democrata Independente e ex-agente da polícia secreta de Augusto Pinochet (1973-1990), disse ser partidário de não permitir a matrícula aos alunos que têm participado em manifestações nos colégios. Labbé também não descartou que haja demissões de professores das escolas que têm permanecido tomadas pelos estudantes nos últimos sete meses, em reclamação a um sistema de ensino gratuito garantido pelo Estado.

As ações punitivas obedecem às ordens diretas dos prefeitos e são operadas através dos diretores de estabelecimentos, sublinhou uma comunicação enviada pelo grêmio magisterial ao ministro de Educação, Harald Beyer.

“Existem dirigentes estudantis e de outras organizações, que envolvem inclusive a sua pasta, nesta operação de caráter político e acreditamos ser importante que você saia e esclareça o antes possível estas versões que circulam”, exigiram os professores.

O levante dos estudantes e trabalhadores chilenos por uma educação pública e de qualidade foi apoiada por muitos países, e especialmente o Brasil, contando com o apoio da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a União Nacional do Estudantes (UNE). Nos últimos cinco meses, o país já recebeu duas renúncias ao cargo de ministro da Educação, enquanto a juventude e toda a população, mesmo sob a “operação castigo” do presidente ditador, Sebastián Piñera continua lutando nas ruas.

 Prensa Latina com Redação

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