UBES

DURANTE ATO NO 39° CONUBES, HADDAD DECLARA APOIAR LUTA POR MAIS VAGAS NO ENSINO TÉCNICO

Ministro da educação falou aos 3 mil secundaristas presentes no Congresso da UBES e leu carta da presidenta Dilma Rousseff

O ministro da Educação Fernando Haddad participou do 39º Congresso da UBES no último sábado (3). Ele foi convidado de um ato político com o tema: “Todos juntos por uma educação do tamanho do Brasil”, onde ouviu as reivindicações dos estudantes.

Compondo a mesa estavam presentes os presidentes das entidades estudantis UBES, UNE e ANPG, Yann Evanovick, Daniel Iliescu e Elizangela Lizardo, respectivamente, além da Secretária Nacional de Juventude Severine Macedo, do presidente do Conselho Nacional de Juventude Gabriel Medina e do presidente do PcdoB, Renato Rabelo.

A ampliação da rede pública de ensino técnico e profissional foi uma dos temas em foco. “Esse é um dos maiores processos de mobilização da juventude do país e o nosso papel é descobrir do que o Brasil precisa para avançar. Para isso, nós queremos 3 milhões de vagas públicas no ensino técnico”, enfatizou o presidente da UBES, Yann Evanovick.

O ministro demonstrou apoio ao pedido dos estudantes, assim como a presidenta Dilma Rousseff, que enviou uma carta ao Congresso, lida por Haddad. No texto, ela destaca a ampliação de vagas para o ensino técnico por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

“Convido todos vocês, jovens estudantes que estão comemorando neste evento os 30 anos de reconstrução da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a se engajar nesta luta. Garantir educação de qualidade é fundamental em nossa tarefa de construir um país com oportunidades para todas as brasileiras e brasileiros. Um Brasil justo e desenvolvido do qual todos nos orgulhamos”, escreveu a presidenta.

Fernando Haddad relembrou as cartas de reivindicação entregues pela UNE e UBES ao ex-presidente Lula, no início de cada um de seus dois mandatos, e fez um balanço das ações do governo na área da educação. “Pelo menos 80% dos pontos apresentados nós atendemos. Já a carta que vocês entregaram agora à presidenta Dilma é muito mais ambiciosa, essa pauta é um sinal de que vocês conquistaram muito, isso é fruto da luta do movimento estudantil”, parabenizou o ministro.

#OCUPEBRASÍLIA

O presidente da UBES destacou que este é um momento importante para a educação brasileira e convocou os estudantes para uma grande mobilização durante a próxima semana para pressionar a classe política pela aprovação da Lei da Meia Entrada e pelo Plano Nacional de Educação (PNE). “Estamos recrutando jovens para ocupar o Congresso Nacional pelos 10% dos recursos do PIB para a Educação e pela aprovação da Lei da Meia Entrada”. De acordo com Yann, mais de 300 estudantes sairão do Conubes diretamente para o ato, chamado de #OcupeBrasília.

Renato Rabelo, presidente do PCdoB, encorajou os estudantes a participarem do acampamento, ressaltando o papel da juventude como agente mobilizador e transformador. “A UNE e a UBES têm uma característica que não é comum na América Latina e até fora dela, que é o fato de serem entidades únicas de estudantes, sem divisões de correntes ou formação de outras entidades. Isso tem um grande impacto na mobilização, é muito importante”, disse.

PNE E 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO

Sobre a principal bandeira de luta nacional do movimento estudantil, a destinação de 10% do PIB para a educação, o presidente da UNE, Daniel Iliescu e a presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Elizangela Lizardo, criticaram o modelo de desenvolvimento do país, ressaltando a importância de destinar maiores investimentos para a educação. “A principal política de quem quer mudar o Brasil de verdade tem que ser o acesso à educação”, explicou Daniel.

O ministro afirmou acreditar em um consenso parlamentar para aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a destinação de recursos para o setor em torno de 7% do Produto Interno Bruto (PIB). Para Haddad, “o país evoluiu muito no que diz respeito aos investimentos destinados ao setor, nos últimos oito anos, mas o ritmo de evolução será determinado pelo Congresso Nacional”.

Camila Hungria

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