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Ensino “apertado”: Mais de 60% das escolas em SP têm sala lotada

A educação pública está “apertada” na rede paulista de ensino, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo que aponta “mais de 60% das escolas estaduais de ensino básico possuem séries com mais estudantes em sala que o recomendado pelo próprio governo de São Paulo. Em 64% delas, há problemas em mais de uma turma”.

Seus números são expressivos, sempre com referência à economia de mercado, porém o prejuízo de seu sistema capitalista é visto entre as minorias, como é o caso dos estudantes das periferias, onde a maioria das turmas de terceiro ano está superlotada.

Essa é a realidade diária em 30% das salas do primeiro ano do ensino fundamental. Desde 2008, a recomendação da Secretaria da Educação é que, do primeiro ao quinto ano do fundamental, as salas tenham até 30 alunos; do sexto ao nono ano, 35; e no médio, 40 (recomendações que não estão sendo seguidas).

Nos rankings, a cidade se destaca por ser a 2ª maior metrópole populacional do mundo, seu Produto Interno Bruto (PIB) corresponde a 15% da América do Sul. Conhecida como “a cidade que não para”, é sede de algumas das grandes corporações globais, além de ser uma das maiores cidades em movimento turístico de negócios do planeta (de cada US$ 100 dólares de riqueza gerada no País, mais de US$ 10 são produzidos aqui).

Os números realçam de diferentes maneiras a Capital do estado, que ao mesmo tempo que é positiva para a economia do Brasil, apresenta em seu sistema público de ensino graves falhas na formação do seu próprio futuro. Hoje, São Paulo é a terceira rede estadual com a maior média de alunos por turma do país, o que representa claramente a insuficiência do professor na sala de aula.

Em nota para Folha, a Secretaria Estadual da Educação de SP reconhece que ainda há muitas escolas com turmas acima do recomendado, mas afirma que a situação tem melhorado. Segundo a pasta, nos últimos quatro anos (gestões Serra e Alckmin), foram abertas 150 mil vagas, num investimento de R$ 383 milhões. O governo diz que uma das principais dificuldades para reduzir o tamanho das turmas é encontrar terrenos em áreas de proteção ambiental para construção de escolas.

Pensar em desenvolvimento é pensar em qualidade na educação, compreendendo que serão esses estudantes de hoje, apertados nas salas de aula superlotadas, é quem estará à frente do nosso país.

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