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Pré-sal para a educação e o mercado de trabalho foi tema de debate no IFSP

Diante de um auditório lotado, líderes estudantis discutem o futuro da educação técnica no Brasil.

Na tarde desta quarta-feira (22) ocorreu o debate “Pré-sal: tecnologia e o mundo do trabalho”, organizado pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES) e o Grêmio “Livre” Charlie Chaplin. O debate integrou as atividades da IV Semana de Educação Ciência e Tecnologia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

O evento contou com a participação de outras entidades estudantis, como a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), a Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), além da presença da presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza, Neuza Santana; e o chefe de escritório da Agência Nacional do Petróleo (ANP-SP), Aurélio Amaral.

Abrindo a discussão, Aurélio César Nogueira Amaral, diretor da ANP, começou o seu discurso com uma explicação completa e bem didática sobre o que é a camada pré-sal e o que são os famosos royalties, tão comentados atualmente por toda a mídia.

Amaral apontou, com a ajuda de um mapa, onde se localizam as principais jazidas de petróleo ao longo da costa brasileira. Ele comentou sobre os principais benefícios dos recursos do pré-sal, principalmente, para regiões menos favorecidas do país.

“Existem pequenas cidades do Brasil, como Macaé, que sofrem com as diferenças sociais, mas que são potenciais produtores de petróleo. Elas irão se beneficiar com a divisão igualitária dos royalties do pré-sal”, explanou.

Pré-sal e a educação

Um dos assuntos comentados durante o debate foi a grande dificuldade que os alunos da rede pública sofrem com a baixa qualidade de ensino. Neuza Santana falou sobre o financiamento da educação pública por meio da destinação dos 50% do fundo social do pré-sal para a educação e como isso pode contribuir diretamente em sala de aula.

“Através desses recursos, os cursos em escolas técnicas, por exemplo, terão aparelhagem, bom espaço físico e melhores condições de trabalho aos professores”, afirmou.

“Claro que temos o dever o prestar assistência em termos de qualificação profissional, mas necessitamos, também, de pensar na educação num todo, em todos os níveis de formação”, finalizou Neuza.

Júlio Neto, diretor de Políticas Educacionais da ANPG, contou uma história da produção industrial no Brasil, fazendo um paralelo com a descoberta do petróleo em terras brasileiras, na década de 30, na Bahia. Neto falou sobre o sucateamento do maquinário para este tipo de atividade até o surgimento da Petrobras e o início da exploração do petróleo em águas profundas. Fazendo referência aos alunos e representantes do Grêmio “Livre” Charlie Chaplin, maioria na platéia.

 

“Assim como vocês, todos devem se organizar no grêmio estudantil de sua instituição. Nossa luta pode nos colocar como protagonistas de algo que pode render muito”, contou.

 

Pré-sal e o mercado de trabalho
O presidente da UEE-SP, Carlos Eduardo, apontou a destinação dos recursos do pré-sal como fator preponderante para que o brasileiro seja capacitado e preparado para o mercado de trabalho. “Faltam profissionais em várias fatias de mercado. Na engenharia civil, os próprios engenheiros, químicos…”. Mesmo ainda distante, Carlos aproveitou para convocar os estudantes a participarem, em fevereiro do próximo ano, da jornada de lutas 2011 em uma passeata até a Assembléia Legislativa de São Paulo para lutar pela destinação dos 50% do pré-sal para a educação.
Com um discurso inflamado, o diretor da UBES Rafael Clabonde fez levantar os presentes ao debate. Começou seu discurso falando sobre a atuação da UBES na mobilização que vem protagonizando junto com as outras entidades estudantis sobre a questão do pré-sal para a educação.

 

 

O dirigente comentou sobre o papel da escola técnica na vida do jovem e a importância de sua expansão. “Estive no IFNR em julho, no 11º ENET da UBES. As instalações lá são de 1º mundo. Mas não pode ser só lá. Todas as escolas técnicas no Brasil devem ser qualificadas para formar profissionais qualificados”.

 

 

Por fim, a diretora da UPES, Dandara Cecília, questionou sobre o que será feito com os recursos do pré-sal. “Quando estamos bem financeiramente e conseguimos um dinheiro extra, logo pensamos em gastar, ir para a balada, fazer compras. Essa é a mesma situação do Brasil. Com a destinação dos royalties do petróleo para os estados, é necessário canalizá-los conscientemente de forma a suprir às necessidades do país, no nosso caso, a educação”.

 

 

“Este debate será um marco para que o ensino técnico no Brasil tenha o progresso necessário”, finalizou Dandara.

 

 

Paulo Tonon

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