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Para UBES, rebaixar o papel do ensino médio não é a saída.

O presidente da UBES, Yann Evanovick, considera que a qualidade no ensino médio é fator fundamental para que o jovem se estabeleça de maneira firme e fundamentada não só no mercado de trabalho, mas também na vida

No final do último mês de junho, o MEC divulgou que o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) poderá ser feito por adultos que nunca cursaram ou até mesmo não concluíram o ensino médio. Desta forma, caso o candidato some a pontuação mínima, no caso 400 pontos, nas quatro áreas de conhecimento e 500 na redação, ele terá direito ao certificado automaticamente.

“Por mais que essa prática já fosse utilizada de uma forma ‘velada’, oficializá-la nada mais é do que assinar um atestado de incompetência, já que o ensino médio não foi criado somente para preparar o aluno para ingressar na universidade, mas também para que no ambiente escolar o cidadão adquira uma gama de conhecimento cultural que será importante não só para essa, mas para todas as fases da sua vida”, declarou Yann Evanovick, presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Dados recentes do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) revelaram que, no ano de 2009, houve um crescimento de apenas 0,1% em relação a 2008 na nota que avalia o aproveitamento do aluno no E.M, ficando em 3,6.

“É evidente que o índice apontado pelo Ideb só prova o que já era conhecido. Os números são justificados pela falta de interesse nas aulas por parte desses estudantes, fruto de uma má elaboração do planejamento e má remuneração do profissional de ensino”, afirmou Evanovick.

Outros problemas apontados pelo presidente da UBES como fator preponderante para que os alunos deixem a escola é a necessidade que o indivíduo tem de ingressar por vários motivos, geralmente sociais, no mercado de trabalho.

“O jovem, no anseio de trabalhar e ajudar na sua renda familiar, acaba abdicando do seu direito à educação por uma questão bem simples: o acesso a empresas que disponibilizam funções que não necessitam de mão de obra qualificada e a falta de estímulo dentro do ambiente escolar. Não somos contra a inclusão do jovem no mercado de trabalho, alías, esse é o caminho. No entanto, esse caminho deve ser trilhado através da educação”, apontou Yann.

Em tese o E.M. tem a nobre função de preparar o jovem para o “vestibular”. No entanto, o que se vê são alunos inseguros e despreparados, que buscam cursinhos especializados para que, assim, tenham chances iguais de “brigar” por uma vaga em uma universidade de qualidade.

No final do ano passado, o Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional n°59 que determina, enfim, a ampliação da obrigatoriedade do ensino a todas as etapas da educação básica no país. Com isso, a emenda prevê a universalização, sem exceção, do atendimento na educação infantil e no ensino médio, aumentando a obrigatoriedade de matrícula não mais dos 6 aos 14, mas para alunos entre 4 e 17 anos.

“A decisão do MEC em utilizar o ENEM como instrumento de certificação e porta de entrada para a universidade comprova o descumprimento de uma luta que o movimento educacional travou pela emenda 59, que tem como principal finalidade estimular a qualidade do ensino para que o estudante adquira não só capacidade intelectual, mas um projeto de vida que possa render frutos no futuro”, finalizou Evanovick.

Da redação

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