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Movimento LGBT é destaque no 11º ENET

O movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT) também marcou presença neste primeiro dia de encontro em uma das mesas de debate do 11º Encontro Nacional de Escolas Técnicas (ENET), em Natal. Com o tema girando em torno do tema “homofobia faltou à escola”, alguns convidados falaram um pouco sobre a homofobia que, infelizmente, acontece ainda hoje no ambiente escolar.

Na mesa estiveram presentes o representante do Conselho Municipal de Atenção à Diversidade Sexual, projeto dirigido pela prefeitura de São Paulo, Dário Neto e o Diretor LGBT da União Nacional dos Estudantes (UNE), Denílson Júnior. No início da atividade, a fim de deixar o clima entre os presentes mais descontraído, os palestrantes organizaram uma dinâmica de grupo para que cada um se apresentasse. Após a dinâmica, Dário iniciou seu discurso focando nas questões ligadas à homofobia, tema da última Parada do Orgulho Gay, realizada no mês de junho, em São Paulo.

Segundo ele, a homofobia no Brasil está dividida em três segmentos. O primeiro grupo denominado “prioritário”, formado por gays, lésbicas, travestis e transexuais. O segundo grupo, “secundários”, é composto por homens e mulheres que se dizem heterossexuais, que não correspondem com a masculinidade hegemônica. Por fim, Neto citou o grupo dos “demais alvos”, que sofrem com a homofobia de forma implícita, como amigos, familiares e até mesmo os próprios agressores que, ao cometerem algum ato de preconceito ou violência física contra homossexuais podem sofrer sansões que lhe renderão problemas para o resto da vida.

Bullying nas escolas: como combater?
Um assunto que ganha cada vez mais notoriedade pela sociedade nos dias de hoje é a prática do bullying, termo inglês utilizado para descrever todo e qualquer ato de violência física e psicológica praticado de forma repetida e intencional por um indivíduo.

O tema foi amplamente discutido na mesa de debates LGBT do ENET. Dário Neto apontou três características de bullying encontradas com mais freqüência nas escolas:
Ação direta se caracteriza, principalmente, por ser praticada entre homens. O agredido geralmente tem alguma fragilidade, seja ela física ou psicológica. Já o agressor tem um temperamento de liderança e consegue “aliciar” outros colegas a se voltarem contra uma determinada pessoa.

A ação indireta se dá através de comentários, intrigas e difamação feitos não necessariamente por um só agressor. O intuito dessas “táticas de isolamento” visa, sobretudo, desestimular as outras pessoas que podem vir a ter algum contato com o agredido.

“A UBES defende a inclusão da matéria sobre sexualidade na grade escolar. Essa medida, sem dúvida nenhuma, irá conscientizar e diminuir o número de casos de violência contra homossexuais”, finalizou Denílson.

Paulo Tonon, de Natal

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