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“Se liga! 2010 é a nossa vez”

Entusiastas da ideia do jovem exercer o voto aos 16 anos como forma já de participar dos rumos do país, representantes do movimento estudantil no Estado vão promover a campanha “Se Liga 16! 2010 é a nossa vez”.

A campanha partiu nacionalmente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), que tem o apoio de entidades estudantis em várias regiões do país. A proposta passa pelo incentivo dos jovens com 16 anos a tirar seu título de eleitor, além do estímulo do voto consciente.

No Estado, o trabalho da campanha é aliado ao incentivo de formação de grêmios de estudantes, espaço que já colocaria em prática a discussão política dos jovens e de interferência nas decisões da escola. Inicialmente, a iniciativa começa em Cariacica, onde acontece na próxima sexta-feira a posse de estudantes em grêmios de escolas da cidade.

“Vamos trabalhar essa importância do grêmio nas escolas. A partir disso, a intenção é que o jovem tenha essa consciência de votar dentro da escola primeiro, e aí ele vai ver o que acontece quando ele vota certo ou vota errado. A gente tem a intenção de gerar essa conscientização política na juventude de 16 e 17 anos, que tem essa opção de votar. É o período em que o estudante desperta para a responsabilidade política. Começa a entender que política não é só politicagem. Não é só corrupção”, comentou o vice-presidente da União dos Estudantes Secundaristas do Espírito Santo (Ueses), Eleison Thomazini, de 21 anos.

Também da diretoria da Ueses, a estudante Larissa Izoton diz que a grande vantagem do voto aos 16 anos é por ser uma opção do adolescente, e não uma obrigação. “Muitos deixam para tirar no último momento, aos 18, porque é obrigatório. Mas vinculamos esse trabalho à questão dos grêmios, porque já incentiva a formação política na escola. Os estudantes já vão tendo essa vivência na escola”, disse.

Com a palavra, Lucas Boaventura, 16 anos
O que você espera do candidato?
Eles não podem mentir. Eu sei que isso é meio impossível. A primeira coisa que eles devem fazer é investir na educação fundamental.

Você pretende assistir ao programa eleitoral na TV?
Eu até assisto, mas prefiro o rádio.

O que levará em conta no voto?
Tem que falar que vai ajudar as pessoas. Mas, tipo, não adianta só falar. Tem que fazer alguma coisa.

Com a palavra, Suellen Rocha, 16 anos
O que você espera dos candidatos?
É preciso melhorar a infraestrutura das cidades. A gente está vendo aí os problemas dos alagamentos. Também não podem pensar só neles.

Você pretende assistir ao programa eleitoral na TV?
Eu assisto. Eu via com meu irmão.

O que você levará em conta no voto?
Se ele vai se candidatar, tem que apresentar os projetos. É um ponto a mais ter as propostas.

Skarllet e Jéssica já decidiram: elas só querem votar aos 18
Embora já tenham o direito ao voto, as estudantes Skarllet Rodrigues e Jéssica Benevides vão deixar a participação na eleição para quando tiverem 18 anos. As duas afirmaram que ainda não se sentem preparadas para a decisão de escolher os representantes políticos.

Estudante do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), antiga Escola Técnica, Skarllet tem 17 anos. Ela diz que, no momento, tem outras preocupações, como as atividades de bolsista da escola. “Só não me sinto preparada para votar. No momento, não me vejo pronta. Acho que ainda não está na hora”, frisou. Com habilidades de desenho e amante dos mangás, histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês, Skarllet descarta qualquer ideia de que o fato de não participar do processo eleitoral seja desinteresse com a política. Fã da banda Casaca, ela diz que, se fosse votar neste ano, estaria propensa a apoiar a ministra Dilma Rousseff (PT) para a presidência da República.

Já Jéssica, 16 anos, afirma que ainda não tem todas as informações necessárias para escolher os políticos que vão comandar o país. “Não é uma decisão fácil”. Estudante do terceiro ano da escola Primeiro Mundo, em Vitória, ela está estudando para fazer o vestibular para o curso de Direito. Segundo a estudante, que fez intercâmbio para o Canadá e praticou o balé por quase 10 anos, os seus pais a deixaram livre na opção de participar ou não da eleição antes dos 18 anos.

“Acho que eu ainda não me sinto preparada para votar. No momento, não me vejo pronta”
Skarllet Rodrigues

“Escolher os políticos não é uma decisão fácil. Acho que ainda é cedo para participar da eleição”
Jéssica Benevides

Universitários: internet terá um papel importante
Eles chegaram à faculdade neste ano. Estudantes do primeiro período do curso de Jornalismo do Centro Universitário de Vila Velha (UVV), Kariny Baldan, Luã Ferreira, Taís de Hollanda e Lindamaris de Abreu passam pela experiência da descoberta do mundo universitário. Com idades entre 16 e 18 anos, eles terão em outubro a novidade de irem às urnas pela primeira vez. Como estudantes da área da Comunicação, eles ressaltaram que a internet poderá se transformar no grande palco político na eleição.”Com certeza, será uma grande responsabilidade”, diz Kariny. “Vou buscar sabem quem é quem, a história de cada um”, completou Taís, que veio do Rio de Janeiro para morar no Estado. Mais nova do grupo, Lindamaris, 16 anos, está descrente com a política. “Pensei até em votar nulo. A gente fica desacreditada com a política. É um escândalo atrás do outro. Isso desanima”, disse. Já Luã se mostrou satisfeito com a administração do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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